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Fique de olho no escapamento

Mau uso pode causar diversos prejuízos


 

Pesquisa realizada pela Central de Inteligência Automotiva, do Grupo Oficina (Cinau), com 1.100 oficinas da Grande São Paulo, revela que o escapamento é um dos dez itens que geram mais serviços de manutenção dos veículos.

O equipamento, parte integrante do sistema de exaustão, é formado pelo tubo do motor, silencioso intermediário e silencioso traseiro. A vida útil desse componente é comprometida por uso de combustível adulterado com ação de solvente, acúmulo de água na tubulação e nos silenciosos e batidas em lombadas.

O engenheiro Henry Grosskopf, especialista em sistemas de exaustão e gerente de produtos da maior fábrica de escapamentos da América Latina (Tuper Escapamentos e Catalisadores), recomenda ao motorista abastecer o veículo somente em locais confiáveis. Em caso de carros flex, a melhor alternativa é optar por gasolina de ótima procedência que pode ter um pouco de vantagem frente ao álcool (etanol) por liberar menos água na combustão, principalmente nos casos em que o veículo costuma fazer trajetos curtos.

Outra dica do engenheiro é substituir a peça que apresenta fissuras. Soldar essa parte só vai adiar a troca. Também orienta fazer uma avaliação completa de todos os componentes em lojas especializadas e de confiança e observar o lote de fabricação estampado no corpo do silencioso para saber o dia e o ano de fabricação, por exemplo, 235/2011 indica que a peça foi fabricada no 235º dia do ano de 2011.

Com a inspeção ambiental veicular na cidade de São Paulo, que passou a medir o nível de ruídos, além das emissões de poluentes, o escapamento é um dos itens checados e, se houver qualquer irregularidade no sistema, como peças desgastadas e soltas, o veículo é rejeitado no teste visual, sendo necessário fazer os reparos e retornar para uma nova avaliação.   

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