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Santos é tricampeão da Libertadores da América

Depois de Pelé, Neymar, Ganso, Elano e companhia batem o Peñarol, no Pacaembu, por 2 a 1 e levantam a taça depois de quase 50 anos de espera

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Kaco Bovi

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Não dá para negar que o técnico Muricy Ramalho é um vencedor, que Paulo Henrique Ganso, Neymar, Arouca, Danilo e companhia são jogadores diferenciados. E eles comprovaram toda a qualidade para enlouquecer a torcida na noite de quinta-feira, no Pacaembu (local da partida), na Vila Belmiro e todos os cantos do Brasil.

Foram quase 50 anos, mais precisamente48, de espera e a torcida santista pôde, enfim, comemorar o título da Libertadores da América (vencidas pela equipe em 1962 e 63), na geração do rei Pelé, que, na noite de ontem, assistiu de camarote sua equipe do coração erguer, representado pelo capitão Edu Dracena, a taça mais importante para os sul-americanos, o terceiro dos santistas – dois sob o manto do rei do futebol.

E a noite de 22 de junho de 2011 entrou para a história. A nova geração, comanda por Ganso, que deu outra cara ao time santista, conquistou o título após bater o Peñarol por 2 a 1, coincidente o mesmo adversário de 63.

Com o resultado, o santista amanheceu nesta quinta-feira extasiado. Como resumiu o próprio treinador Muricy Ramalho, que, assim como seus comandados, levantou pela primeira vez a taça do torneio. “É uma grande conquista. O santos merecia este título, assim como eu, que há muitos anos vinha perseguindo essa taça”, disse o treinador que sonha em faturar também o título de Mundial Interclubes, que o time ganhou o direito de disputar em dezembro.

A conquista (a 15ª de um time brasileiro), porém, não foi muito fácil. Depois de as duas equipes empatarem na partida de ida, no Uruguai, o resultado para os brasileiros somente foi construído no segundo tempo.

Elano já havia sido vice da Libertadores, assim como Muricy, que esteve perto de conquistar a taça por várias vezes no comando do São Paulo e do São Caetano, mas desta vez não bateu na trave.

Ele soube escalar bem o time, que não deu moleza, mesmo com os uruguaios entrando no Pacaembu forçando as jogadas na saída de bola santista, com forte marcação e toques rápidos. O que possibilitou os contra-ataques, muito bem arquitetados por Arouca, para o time da Baixada Santista.

Tanto que, com 1m40, Neymar arrancou pela esquerda e cruzou para Arouca escorar de cabeça, sem muita precisão. Bem mais técnico, o Santos construiu oportunidades, principalmente nos minutos iniciais. Mas o aproveitamento foi pífio.

Até Elano, acertou boa finalização de fora da área e o goleiro adversário se esticou todo para espalmar. Isso tudo antes dos 10 minutos de jogo.

Depois, os jogadores do Peñarol começaram a equilibrar a partida. Porém, já aos 43m20, o Santos perdeu o que seria a melhor oportunidade de ir tranqüilo para o segundo tempo. No lance, Léo chutou da esquerda dentro da área para fora.

E, aos 46m30, foi a vez de Durval escorar um escanteio, cobrado por Elano, para Sosa salvar.

No segundo tempo, o principal objetivo santista foi tentar escapar da forte marcação dos uruguaios. E descer ao ataque com precisão. Conseguiu. Neymar abriu o caminho.

Como havia começado o jogo, o segundo não foi diferente. A nova geração partiu em busca do sonho. E, a 1m29,um toque de calcanhar de Ganso para Arouca começou a mudar a história do jogo. Ele que deixou Neymar na cara do gol para abrir o marcador.

E o Santos continuou no ataque. Até que, aos 23m40, praticamente matou a partida. Na jogada, Danilo avançou pela lateral, driblou a marcação e tocou com categoria no canto para fazer 2 a 0.

Quando tudo parecia tranqüilo, Estoyanoff recebeu a bola na ponta direita, cruzou rasteiro, Durval tentou desviar e acabou por encobrir Rafael, marcando contra.

O Santos ainda teve duas boas chances de matar a partida de vez. Uma delas, aos 37. Neuymar passou pela marcação de Valdez e cruzou para Ganso, que dominou na pequena área, mas finalizou errado. O rebote ainda sobrou para Zé Eduardo que mandou para fora.

No segundo lance, Neymar avançou e tocou com categoria, mas a bola tocou a trave com carinho e não entrou. Zé Eduardo pegou o rebote, mas mandou para fora.

E, aos 48, o grito de campeão saiu da garganta de todos. “O negócio é comemorar”, resumiu Neymar no fim do Jogo, mandando um recado para os jogadores da seleção que estão na Argentina para a disputa da Copa América: “estou chegando”.

 

Um rei chamado Pelé

A comemoração pode ter se estendido por toda a madrugada tanto por parte dos jogadores quanto por parte dos torcedores. Mas o momento marcante da conquista foi a entrada triunfal de Pelé no Pacaembu. Ele fez questão de pegar na mão de Muricy Ramalho e levar o treinador até o meio do gramado.

E não ficou apenas nisso. Pelé ainda abraçou a todos os jogadores. “Quero agradecer a Deus e a toda essa molecada aí”, disse, enquanto Neymar e companhia davam a volta olímpica no estádio.

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