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Timão é campeão do Brasileiro 2011

Corinthians empata com o Palmeiras na última rodada e levanta a quinta taça do Nacional

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Kaco Bovi

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O Corinthians não deu o show que todos esperavam na decisão do Campeonato Brasileiro 2011 domingo, dia 4 de dezembro, no Pacaembu, mas pôde soltar o grito de “é campeão!”, junto com um “bando de louco”. Jogando em casa, soube segurar o empate sem gol diante do arqui-rival Palmeiras para conquistar seu quinto título nacional (1990, 1998, 1999, 2005 e 2011).

Tanto a torcida quanto os jogadores dedicaram a taça ao Dr. Sócrates, morto no dia em que seu time de coração entraria em campo, em razão de uma infecção generalizada. Foi ele um dos principais jogadores do time paulista. “Dedicamos esse título a ele”, resumiu Liedson, na comemoração. Emerson também comemorou muito, já que conquistou o tricampeonato consecutivo do Brasileirão (o primeiro com a camisa corintiana).

Como não poderia deixar de acontecer em um jogo quente entre as torcidas mais inimigas da capital paulista, os dois times acabaram com dois jogadores expulsos de cada lado.

Com a igualdade no placar, o alvinegro paulista chegou aos 71 pontos no Brasileirão, dois a mais que o Vasco (69), que também lutava pelo troféu e empatou por 1 a 1 com o Flamengo, no Engenhão (RJ). Aliás, o Verdão não apenas ajudou o Timão na conquista com o resultado de domingo. Foi graças a um empate dos palmeirenses diante dos vascaínos que os corintianos passaram a ter vantagem.

Em mais de sete meses de luta e 37 partidas de muito sofrimento, principalmente nos últimos jogos em que o Corinthians teve mais sorte de campeão do que boas atuações. Foi beneficiado por ter a melhor defesa para dar também o primeiro título nacional ao técnico Tite, muito criticado, inclusive por sua torcida durante a competição. Acabou bancado pelo presidente Andrés Sanches para ser agraciado. Outro beneficiado, mas sem ter feito muita coisa, foi Adriano. O atacante entrou em campo por duas vezes e levará o título.

A partida não deixou de ser sofrida como todas as outras. Com uma formação mais defensiva, com o zagueiro Wallace na formação do meio-campo, o alvinegro quase não apareceu no primeiro tempo. Com exceção de um lance aos 22 segundos, quando Liedson avançou com rapidez e foi parado por Henrique, só deu Palmeiras.

A pressão total não foi suficiente já que o elenco palmeirense também é um dos piores dos últimos anos. Mesmo assim, construiu oportunidades que poderiam ter mudado a situação do jogo.

Em uma delas, aos 16m30, Marcos Assunção cruzou na área e Patrick acabou mandando para fora. Três minutos depois, foi a vez de Wallace escorar cruzamento para fora.

Empurrado por Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras buscava os espaços. E, aos 35m30, Cicinho chutou rasteiro da entrada da área, Leandro Amado desviou, mas a bola passou à esquerda do gol. Somente aos 44, o Corinthians teve a melhor chance do primeiro tempo com William que invadiu a área, mas se jogou tentando cavar o pênalti.

As emoções poderiam ter ficado para o segundo tempo se Tite não fosse tão medroso. Os times voltaram do mesmo jeito para o segundo tempo e o Corinthians passou a pressionar mais, com a cautela do treinado.

Com dois minutos de jogo, um exagero do árbitro mudou a história do jogo. Valdivia errou o tempo da bola e acertou Jorge Henrique e o juiz errou ao expulsar o meio-campista palmeirense.

Com isso, o Palmeiras passou a maioria da etapa complementar com um jogador a menos. O melhor lance para os corintianos foi aos 19, em que Liedson chutou da entrada da área e Deola salvou o Palmeiras de tomar o gol.

Mas foi, aos 25m50, que ocorreu o lance mais importante do segundo tempo. Fernandão desviou um cruzamento em cobrança de falta de Marcos Assunção na trave, assustando a torcida corintiana.

Dois minutos depois, o juiz expulsou Wallace expulso para compensar a rigidez adotada com Valdivia.

Enquanto os palmeirenses queriam estragar a festa, Tite, que não arriscou nada durante o campeonato todo tirou o atacante William e pôs Chicão em seu lugar, mantendo a equipe defensiva.

Aos 43, Jorge Henrique inflou a torcida ao fazer gozação em um lance na lateral, arrumando briga. As provocações do atacante acabaram com sua substituição e as expulsões de João Vítor e Leandro Castán. Enfim, pouco antes de terminar o jogo, a torcida ficou sabendo do fim da partida entre Vasco e Flamengo e pôde comemorar.

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